Dia Mundial do Combate à Desertificação
Postado por Luciana Soldi Bullara em 17 de Junho de 2008 às 20:46
Se estou falando com Consultores e Consultoras Natura, estou falando com cada parte do Brasil. Minha realidade aqui em São Paulo pode ser diferente das outras regiões do país, mas nem por isso me coloco alheia aos fatos vizinhos. Quantos de vocês conhecem ou moram em regiões de clima árido e seco, onde a terra custa a oferecer seus frutos e a economia ao redor empata por se desenvolver por causa do esgotamento de recursos? Por acaso a impressão que você tem é que a situação piora a cada ano? O solo cada vez mais improdutivo, a água cada vez mais escassa e a população local cada vez mais carente?
Então bem vindo às regiões brasileiras em processo de desertificação, simplesmente composta por TODOS os estados brasileiros. É evidente que as regiões mais secas sofrem mais e o problema tende a se estender mais rapidamente, mas não se engane, aqui em São Paulo, a maior parte das áreas produtivas já estão comprometidas pela desertificação. E não fica difícil entender o porquê: a desertificação é associada a exploração excessiva dos recursos naturais, provenientes das atividades econômicas (agricultura, pecuária, mineração) e também do desmatamento e falta de cuidados adequados com o solo e água, principalmente.
Estou falando de Brasil, mas temos uma lista de mais de 100 países com diferentes níveis de gravidade da desertificação. Por causa da diferença de clima e condições naturais de cada local, o problema parece se manifestar e se desenvolver de forma diferente também. É um problema global. No nosso país, a situação é mais crítica em alguns municípios dos estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. CNs dessas regiões poderão nos passar uma idéia de como este problema afeta suas vidas no dia-a-dia. Quando os recursos necessários para sobreviver faltam em determinada região, a população local muda-se, ocupando regiões que logo excedem sua capacidade de atender a todos e a coisa vira um ciclo vicioso sem fim que logo não sobrará nada nem ninguém para contar história. Estou sendo dramática demais? Avaliem bem, nem tão dramática assim, se eu pensar na geração de meus filhos e netos. O que será do planeta que nos abriga daqui 30 anos?
Cada um de nós tem um poder multiplicador.
Pense em quantas pessoas você conhece. Agora pense em quantas pessoas cada uma dessas pessoas conhece. Nesta ordem, quantas ínfimas pessoas podemos influenciar com nossos alertas e conscientizações, e acima de tudo, com nossos exemplos? Adicione à massa um tempero de internet, potencializando ainda mais esse nosso poder multiplicador. Bata tudo no liquidificador, adicione amor, cuidado e respeito ao próximo e a você mesmo. Coloque no forno para gratinar.Pode ser uma receita e tanto, não?
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Este texto faz parte da blogagem coletiva do Faça a Sua Parte.




